As mudanças só fazem sentido quando o crescimento é a meta.
ARTIGO » Recursos Humanos

“Há demasiados homens que deixamos dormir”... !
Enterrados e aprisionados, mornos e sem vida, apáticos e indiferentes... !
“O mistério reside em eles se terem tornado estes pedaços de argila. Em que molde terrível foram eles metidos, que os marcou como uma máquina de espalmar? Um animal envelhecido conserva a sua graça. Por que se arruinou esta bela argila humana”?
“Quando nos jardins nasce uma rosa nova, todos os jardineiros se emocionam. Isolam-na, cultivam-na, favorecem-na. Mas para os homens não há jardineiro. O menino, único e artista, será como os outros marcado pela máquina de bater ferro... está condenado!”
“E não é a caridade o que me atormenta aqui. Não se trata de nos enternecermos sobre uma chaga eternamente reaberta. Os que a têm não a sentem. O que aqui é ferido, lesado, não é o indivíduo, é qualquer coisa como a espécie humana. O que me atormenta é o ponto de vista do jardineiro. O que me atormenta não é a miséria, onde, no fim de contas, as pessoas se instalam tão bem como na preguiça. O que me atormenta não o curam as sopas aos pobres. É o gênio, o artista, o semideus único e pleno, assassinado um pouco em cada um destes homens!”

O texto foi extraído do livro Terra dos Homens de Exupéry, edição de 1971... e desde sempre esta tem sido uma realidade incômoda. Indiferença, apatia, acomodação... . Tanto a oferecer, possibilidades infinitas a aguardar o ser humano, potencial ilimitado em estado latente, que tal como as rosas da comparação de Exupéry, aguardam ambiente propício para o desenvolvimento. Não utilizamos nosso potencial e comparativamente agimos como alguém que dispondo de Cem reais (100,00), usasse somente dez (10,00), rasgando os outros noventa (90,00). Literalmente jogamos fora a maior parte de nossos recursos, vivendo de movimentos de superfície. Os “Recursos Humanos” estão a nossa disposição para serem utilizados na sua totalidade, mas o que fazemos, é utilizar menos de 10% da capacidade cerebral, em torno de 25% da capacidade pulmonar e alguns sequer utilizam os recursos emocionais, são econômicos no sentir, não gastam emoções. E o que assistimos é a uma humanidade que sofre por escolha e se arrasta na ignorância e na carência, quando deveria estar voando nas asas da sabedoria e do amor. O “Ser” Humano é ser criado para o desenvolvimento de todo seu potencial.

O grande desafio do “Recursos Humanos” de qualquer instituição é possibilitar esse desenvolvimento. Nos dizeres de Exupéry, executar o trabalho de jardinagem, identificar essas potencialidades sementes, garantir o seu cultivo e colher as competências desenvolvidas em sua plenitude. Acordar esses homens mendigos que dormem em cima de seus tesouros intocados. É através do RH das Empresas (o verdadeiro RH), que estamos modificando grande parte dessa realidade. Seja através dos valores defendidos, da Cultura Organizacional implantada, de Treinamento e Desenvolvimento ou Avaliações de Desempenho, o que buscamos no ambiente (“Jardim”) corporativo, é Cultivar Homens!!!

Autor: Evandro Bogo

Data: 27-04-2011

Fonte: Livro Terra dos Homens de Exupry-edio 1971

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