As mudanças só fazem sentido quando o crescimento é a meta.
ARTIGO » Brincar

        Importância de brincar com o filho 

Sabemos que cada indivíduo percorre um longo caminho desde que é concebido até que chegue à maturidade, caminho que se inicia numa total simbiose com a mãe, e que prossegue até que atinja ou não um pleno desenvolvimento. No seu decurso a criança se relaciona com o  pai e a mãe, o qual constitui o principal fator estrutural da família e a fonte das mais importantes influências no desenvolvimento emocional do ser facilitando-lhe ou dificultando-lhe o uso de todas as suas potencialidades. E neste processo de relacionamento mãe e filho, pai e filho, sabemos a “importância do brincar” para o desenvolvimento da criança.

Na realidade, as brincadeiras das crianças deveriam ser consideradas suas atividades mais sérias e se queremos entender nossos filhos, precisamos entender suas brincadeiras.

Ao observar uma criança brincando, o adulto pode compreender como ela vê e constrói o mundo, como ela gostaria que ela fosse,o que preocupa e os problemas que a cercam.

Através da brincadeira, a criança pode desenvolver sua coordenação motora, habilidades visuais e auditivas, seu raciocínio criativo e inteligência. Está comprovado que a criança que não tem oportunidade de brincar e com quem os pais raramente brincam, sofrem bloqueios e rupturas em seus processos mentais.

Brincando, ela começa entender como as coisas funcionam, o que pode ou que não pode ser feito, aprende que existem regras que devem ser respeitadas se quer ter amigos para brincar, e principalmente aprende a perder e a ver que o mundo não acaba por causa disso. Descobre que, se ela perde num jogo hoje, pode ganhar num outro amanhã.

Uma criança é criança porque brinca. Se não consegue brincar, não está bem; se seus pais não a deixam brincar, elas também não estão bem. Se o brincar é pobre de imaginação ou fixo em algum objeto, a criança não está conseguindo fantasiar à partir de suas necessidades de elaboração e, ainda, nesse caso, não deve estar bem.

Se os pais exigem da criança obrigações de adultos e a enchem de atividades, é porque estão tentando preencher suas próprias inquietações com a agenda lotada do filho. Por outro lado, como tudo que é extremo não funciona bem, quando uma criança vive somente no seu mundo de fantasias ou seus pais se referem a ela “de brincadeira”, há algo errado com alguns deles.

Finalmente, o brincar pode funcionar como um espaço através do qual a criança deixa sair sua angústia, aprende a lidar com a separação, o crescer, a autonomia, os limites.

Fonte: Uma vida para seu filho. Bruno Beetelhein.

Letícia Rodrigues Oliveira 

Psicóloga

CRP: 04/6793

 

Autor: Letícia Rodrigues Oliveira

Data: 04-03-2015

Fonte:

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