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Eletrônicos para os pequeninos

As crianças pequenas também devem ser observadas desde cedo. Até os 18 meses o ideal é que não deva ser exposta em nenhum momento, a não ser, durante conversas por vídeo com algum parente. Após este período, os pais podem começar a introduzir a criança em um mundo mais virtual, mas sempre atentos ao conteúdo ministrado.

“É interessante assistir primeiro e decidir se aquilo vale a pena ser compartilhado com o filho, sempre mostrando e discutindo os assuntos mostrados nos dispositivos. Para crianças de 2 a 5 anos, o ideal é no máximo 1 hora por dia, sendo dedicada a esses aparelhos, mas sempre procurando por conteúdos de qualidade. Nesta faixa etária, os pais também devem compartilhar os programas com os filhos, para criar um diálogo e um aprendizado. Já para os acima de 6 anos, o uso é um pouco mais liberado.

Entretanto, saber o que o filho acessa nessa idade é fundamental, e o tempo de uso não deve ser superior ao de atividades físicas ou de sono”, enfatiza Luma.

Para a psicóloga, o mundo digital oferece inúmeras oportunidades de desenvolvimento cognitivo, aprendizagem e diversão. Não tem como negar nem omitir, mas aprender a fazer um uso saudável e agregador. “Qual a maneira mais prática, hoje em dia, para os pais fazerem seus filhos pequenos ficarem quietos? Se a resposta incluir dar um tablete ou um smartphone, os pais estão indo para o caminho mais fácil, porém, com consequências sérias e distanciamento dos filhos. Bom mesmo é construir uma família sendo exemplo, com amor, respeito e autoridade!”

Especialista reforça que pais devem ficar atentos para o comportamento dos filhos quando há uso de tecnologias por período prolongado. Em casos extremos, até o sono fica comprometido.

O Brasil já conta com mais de 25 milhões dos chamados nativos digitais, nascidos e criados a partir da década de 1980, na era dos games e da internet. Contrariando prognósticos de que a tecnologia apenas ajudaria a multiplicar informações e o círculo de amizades, muitas crianças e adolescentes nunca estiveram tão desconectados do mundo. Parecem hipnotizados por seus aparelhos móveis, perdendo a vontade de brincar ao ar livre, estudar e até conversar entre si e com os familiares, sem intermediação das telas.

Os aparelhos eletrônicos já foram acusados de causar problemas como obesidade, déficit de atenção, timidez e agressividade excessivas. Outros estudos, porém, alardearam seus benefícios no desenvolvimento de noção espacial, habilidades visuais e motoras e no combate ao declínio mental que surge com a idade. A tecnologia, diz a psicóloga cognitiva comportamental, Luma Santana Rodrigues Oliveira, não é vilã nem mocinha. O segredo é o uso adequado. Mas, para pais de crianças e adolescentes da geração digital, isso nem sempre é algo fácil de definir.

“Proibir não é a saída, até porque com a dispersão da internet é facilmente possível que a criança ou o adolescente encontre maneiras de se conectar mesmo sem a permissão dos pais. E é muito pior que ele faça isso sem a devida supervisão!”, esclarece a psicóloga. Já em se tratando de adolescentes, fica muito mais difícil pois dificilmente um adolescente com mais de 13 anos não tenha um celular na mão.

“O segredo é o diálogo em família e o monitoramento do que o jovem anda acessando; isso é fundamental. Muitos andam desconectados com o que o cerca. Parecem hipnotizados por seus aparelhos móveis, perdendo a vontade de estudar, de conversar entre si e com os familiares. Aos jovens e crianças que apresentam sintomas de vício eletrônicos, as suas consequências de imediato ou a longo prazo são a queda no rendimento escolar, insônia, obesidade, nervosismo sem causa aparente, comportamento obsessivo, influência negativa, distúrbios de atenção, dificuldade de socialização, ansiedade, frustações com as perdas em jogos, e também não só questões emocionais e sim, físicos como: lesões por esforço repetitivo, dores de cabeça, entre outros”.

Conforme a psicóloga Luma, “os adolescentes ‘estão na internet’, este ‘estar na internet’ pode gerar tensões e conflitos, refletindo no ambiente familiar, pois, se os amigos estão jogando, o adolescente quer participar do jogo naquele exato momento, mesmo que seja na alta madrugada, na hora das refeições ou mesmo na única hora que os pais têm para assistir um filme juntos, conversar ou sair para um programa em família, o adolescente opta por jogos eletrônicos, em consequência por não ter o limite dos pais em horários estabelecidos”.

De acordo com a psicóloga, o tempo não é tão importante neste caso, o mais importante é o exemplo que tem que vir de dentro de casa. “É fundamental os pais serem exemplos e assumir o papel de ser pai , ser mãe e ter autoridade sobre eles. Diálogo e equilíbrio emocional é essencial para a abordagem com os filhos. Só conseguiremos resultados quando adq uirirmos estes conhecimentos”, fala a especialista.

Autor: Luma Santana R.Oliveira

Data: 21-09-2018

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